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  • Publicado em 20/07/2011 00h00
O governado Geraldo Alckmin lançou no último dia 14/7 um pacote para reformar as carreiras das Polícias Civil e Militar e anunciou aumento de 15% de salário aos agentes, para acabar com o ônus do pior salário do país para Delegados. Com as mudanças, o piso dos Delegados paulistas passa de R$ 5.559 para R$ 6.605,29. É o primeiro reajuste concedido aos policiais desde 2009 (6,5%).

As medidas fazem parte do chamado "pacote de valorização". A proposta ainda precisa passar pela Assembleia Legislativa. Caso seja aprovada, terá caráter retroativo a 1º de julho. O aumento vale para servidores da ativa, inativos e pensionistas, num total de 253.356 beneficiados. Além do reajuste salarial, que chegará a 27,7% em dois anos, com aumento de mais 11% em agosto de 2012, a intenção do governo é facilitar as promoções de cargo, um antigo desejo dos profissionais.


Mudanças

Na Polícia Civil foram mantidas as promoções por mérito, mas também incluída a possibilidade de se ascender por tempo de serviço. Na pior da hipóteses, um delegado, por exemplo, terá direito à promoção automática após 15 anos, Foram abertas ainda 20 vagas na classe especial-o topo da carreira- que serão disputadas por delegados com mais de 25 anos de serviço. Mas o gargalo nessa classe continua, já que só aos 70 anos os mais velhos são obrigados a se aposentar. Também houve redução de 14 para 7 carreiras na Civil. A função de carcereiro, por exemplo, é uma das que vão desaparecer e dar lugar a agentes de polícia e de perícia.

Entre os policiais militares, a principal mudança foi em relação aos oficiais. Aqueles que já completaram o tempo de serviço necessário e foram preteridos três vezes em promoções serão aposentados compulsoriamente de imediato. Um capitão, por exemplo, receberá aposentadoria como major. A intenção é "arejar" os comandos, estimulando lideranças jovens que hoje são impedidas de ascender porque as patentes superiores já estão ocupadas.

Além da mudança nas carreiras e do aumento salarial, o governo prevê mais servidores no setor de segurança pública. Municípios que têm presídios deverão contar com um reforço no efetivo da PM. Serão criadas mil vagas para agentes de escolta. O serviço hoje é realizado por policiais que desfalcam o patrulhamento das cidades por serem obrigados a acompanhar detentos às audiências em fóruns. A PM também será beneficiada com a inclusão de 2.190 integrantes na corporação a partir de setembro. Na Civil, 1,3 mil policiais que hoje atuam no Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran) serão liberados para trabalhar na atividade-fim.

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