Central de Concursos
  • Publicado em 13/11/2017 11h58 - Atualizado em 13/11/2017 13h05
Com pedido em andamento no Ministério do Planejamento para abertura de 1.758 vagas, a Polícia Federal sofre com a defasagem de servidores. E o governo já avisou: novos concursos públicos serão abertos no ano que vem. Flavio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais no DF, contou como anda a situação.
 
 
Flavio Werneck
Central de Concursos Afinal, a PF precisa ou não de autorização do governo para abrir concurso?
 
Flavio Werneck Não existe uma legislação que obrigue a abertura do concurso. Ela só diz que temos prioridade em situações críticas. E estamos. Só que o governo está em fase de contenção de despesas, concurso só em 2018.
 
Central de Concursos Qual o tamanho do déficit? 
 
FW Temos quase 11 mil servidores na ativa, em todos os cargos. Para comparar: a Argentina, um país menor que o nosso, tem 17 mil policiais federais, os EUA têm 30 mil. E temos mais atribuições do que os policiais de lá. Estamos com mais de 300 pedidos de aposentadoria no Sindicato. Isso porque a PF cria superávit para o governo – arrecadamos 100% a mais do que gastamos. Mas não há retorno, não há investimento na PF.
 
Central de Concursos Quais os cargos mais deficitários?
 
FW Em escala de prioridade: agentes, administrativo, escrivões, papiloscopistas, peritos e delegados. No mundo ideal, precisaríamos de 5 a 8 mil novas vagas. O que tem acontecido: agentes recebem gratificação para trabalhar em outras áreas. E aí perdemos em outros cargos. Não resolve o problema. A gente está numa situação crítica. Estamos pedindo socorro.
 
blog

Cursos

Apostilas

Outras Notícias