• Por: Yuri Salso - Publicado em 25/04/2019 13h45 - Atualizado em 25/04/2019 16h09
No último dia 15 de abril, o governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2020. O documento, que ainda vai passar por votação para ser aprovado, assustou os concurseiros por não prever a realização de concursos públicos federais no ano que vem.
 
Apesar da notícia assustar, ela não é novidade. Nos últimos quatro anos, em cada um deles houve anúncio de suspensão de concursos e, no entanto, novas seleções foram abertas por conta dos grandes déficits de pessoal. Em 2015, por exemplo, foram realizados concursos para o INSS, IBGE, Banco do Brasil, entre outros. Em 2016 e, principalmente, em 2017, mesmo com a suspensão temporária dos concursos anunciada pelo ex-presidente Michael Temer, saíram seleções para TRFs e TREs. E, em 2018, foi a vez dos concursos para o MPU, Abin, PRF e Iphan. Confira o histórico no quadro abaixo:
 
Concursos públicos federais
 
A expectativa é que sejam abertos concursos para órgãos essenciais com insuficiência de servidores públicos, caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Receita Federal e Polícia Federal, por exemplo.
 

Recomendação é que ritmo de estudos seja mantido

 
Gabriel Henrique Pinto, diretor e professor da Central de Concursos, garante que os concurseiros não devem ficar assustados. “Ainda que aconteça realmente a suspensão, ela seria válida apenas para órgãos do Poder Executivo, não atingindo o Poder Legislativo e o Judiciário Federal. Os municípios e os estados também continuarão com seus concursos”, afirma. De acordo com levantamento feito pela Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), atualmente, mais de 70% dos concursos abertos são para órgãos como Tribunais, Ministérios Públicos, Prefeituras, Polícia Civil, Prefeituras e Defensorias.
 
Outro ponto importante que deve ser ressaltado, é o recente decreto publicado pelo governo que estabelece novos critérios para a abertura de concursos públicos federais, que passa a valer a partir de 1º de junho. Apesar de aumentar o rigor em relação aos concursos, o novo decreto demonstra uma atenção maior com o tema e traz benefícios aos concurseiros, como, por exemplo, a determinação de que a publicação do edital ocorra com antecedência mínima de quatro meses da primeira prova e mais clareza em relação a prazos de duração do certame.
 
Diante de tudo isto, Gabriel recomenda a quem tem como projeto de vida entrar em um cargo público que não pare de estudar. “É sempre bom se preparar com antecedência para o processo seletivo de sua área preferida, porque no final deste ano e em 2020, mesmo que sejam suspensos os concursos do Poder Executivo Federal, vai chover concursos. E é necessário estar afiado quando o edital daquele concurso dos sonhos for publicado”, recomenda.
 
 

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