Central de Concursos
  • Publicado em 08/12/2014 00h00

O governador Geraldo Alckmin, segundo dirigentes da Acadepol, vai autorizar a realização de novos concursos para reforçar o quadro de pessoal da Polícia Civil. “Há uma promessa, já pra o início do próximo ano, de autorização para o preenchimento de novos cargos. O governador já recebeu o número de vagas existentes (3.176) e, com base neste número, ele deve autorizar a realização dos concursos”, afirmou o diretor da Acadepol, delegado Mário Leite de Barros Filho, em entrevista na última semana. 
A Polícia Civil informou que há 3.176 vagas em aberto, que poderão ser preenchidas pelos concursos em andamento e pelos novos concursos para 2015. O quantitativo para os próximos editais, no entanto, somente será informado após o encerramento dos concursos iniciados em 2014.

 

Antecedência - A exemplo dos concursos que aconteceram em 2014, a Acadepol adota a diretriz de transparência, anunciando seus concursos com antecedência. Com isso, os candidatos que desejam ingressar no quadro da Polícia Civil podem planejar seus estudos e não são apanhados de surpresa.  O delegado, entretano, adiantou que a nova série contemplará todas as carreiras da Polícia Civil e atenderá a carência existente atualmente. “A exemplo do que aconteceu nos últimos anos, vamos realizar concurso para todas as carreiras, atendendo ao número de vagas existentes, principalmente na carreira de escrivão de polícia”, completou.


Os primeiros editais serão publicados tão logo sejam concluídas as fases burocráticas dos concursos realizados em 2014 e esse processo poderá ser agilizado. “Nós estamos concluindo os concursos em andamento e estaremos em condições de desencadear uma nova série de concursos. Já temos tudo preparado para a realização dos certames da forma que a gente já vem realizando”, garantiu o diretor. Os cargos de agente policial e agente de telecomunicações, que não fizeram parte da última série de editais, também serão contemplados com vagas, pois dentro da política de segurança do Estado são considerados cargos estratégicos.

 

Para agente, a validade do concurso anterior termina no segundo semestre de 2015 e, embora ainda aprovados a serem chamados, o Estado prevê novas contratações através de outro concurso. Para agente de telecomunicações, também com prazo de validade em vigor, não há mais aprovados aguardando convocação. Os últimos remanescentes foram convocados em janeiro deste ano. Além da carência de pessoal na área de segurança, a nova série de concursos leva em consideração também a previsão de aposentadorias previstas para os próximos anos, decorrentes da Lei Complementar 144/2014.


O texto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em maio, reduz de 70 para 65 anos a aposentadoria compulsória para o serviço policial. A lei já deve gerar um impacto no balanço de aposentadorias deste ano. De acordo com João Batista Rebouças da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), somente para o cargo de investigador existem cerca de 2.500 servidores em condições de se aposentar.

 

A Polícia Civil conta ao todo com 16 carreiras, sendo quatro de nível fundamental (agente policial, carcereiro, auxiliar de papiloscopista e atendente de necrotério), sete de nível médio (papiloscopista, desenhista, auxiliar de necropsia, agente de telecomunicações, fotógrafo, oficial administrativo e técnico de laboratório) e cinco de nível superior (investigador, escrivão, perito, médico legista e delegado). Destas, onze fizeram parte da última série de concursos. Somente no caso de carceireiro não serão realizadas novas seleções, pois o cargo será extinto após a vacância total do quadro de servidores. As remunerações entre as funções variam de R$1.142 a R$8.252,59, sendo que ainda contam com o adicional de insalubridade, no valor de R$543,27.

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