Central de Concursos
  • Publicado em 22/02/2011 00h00
Com a proximidade das provas do concurso da Petrobrás, cresce a expectativa pela liberação do caderno de questões, que, segundo o edital, não poderá ser levado pelos participantes. Para o diretor da Central de Concursos, José Luís Romero, essa determinação da Fundação Cesgranrio (organizadora) desperta insegurança nos candidatos. “Qual o motivo para não liberar uma coisa que deveria ser pública? Isso gera uma angústia nos concorrentes, além de criar desconfiança e desconforto”, questiona.

Segundo o especialista, o setor de Concursos vem atraindo um número cada vez maior de participantes. No entanto, a falta de uma lei específica que regulamente as seleções faz com que as instituições estabeleçam regras diferenciadas. “Nos concursos tem que haver sempre transparência. A omissão de um dado relevante gera incerteza em quem investiu tempo e dinheiro, visando à conquista de uma vaga no setor público”, afirma.

Para José Luís Romero, a essência das seleções públicas, que é a não discriminação de etnia, sexo ou idade, está sendo perdida. Isso porque, ao adotar regras distintas para cada órgão, a organizadora acaba privilegiando alguns participantes.

Um exemplo disso ocorre na seleção para o BNDES – também organizada pela Fundação Cesgranrio – cujo edital determina a liberação do caderno uma hora antes do término do exame.

“Tem que haver critério. Se a instituição for bem planejada e trabalhar com honestidade e competência, além de adquirir credibilidade, tem mais atrativos para organizar novos concursos” ressalta.
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