Central de Concursos
  • Por: Folha Dirigida - Publicado em 25/11/2014 00h00

O Ministério do Trabalho e Emprego irá realizar concurso para 847 vagas de auditor-fiscal do trabalho com preenchimento escalonado nos próximos três anos.
A informação consta em nota técnica do Ministério do Planejamento apresentada pelo coordenador-geral de Recursos Humanos do MTE, Luiz Eduardo Lemos da Conceição, em reunião este mês com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), segundo divulgou o próprio sindicato.
Por meio de sua Assessoria de Imprensa, o Planejamento informou nesta segunda-feira, dia 24, que "documentos de natureza técnica não têm caráter deliberativo" e reforçou que a decisão sobre o quantitativo de vagas para concursos no ano que vem depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) para 2015, que ainda será votado no Congresso Nacional.
Apesar da declaração do ministro, a permissão precisa ser oficializada por meio de portaria a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU). 

Segundo o Sinait, o MTE ainda não tem informações de como será feito o concurso na forma como foi anunciado, com o preenchimento das vagas em 2015, 2016 e 2017. O pedido encaminhado em maio deste ano ao Planejamento foi de 800 vagas e segundo o ministro Manoel Dias, a intenção seria de realizar a seleção já no início do ano que vem.
O cargo de auditor-fiscal do trabalho é aberto àqueles que possuem o ensino superior completo em qualquer área. A remuneração inicial informada já inclui o auxílio-alimentação, de R$373, e passará para R$16.116,64 a partir de janeiro. As contratações são pelo regime estatutário, que prevê estabilidade.

 
Há urgência na realização do concurso para auditor do trabalho tendo em vista a elevada carência de servidores na carreira. Segundo o Sinait e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o déficit é de mais de 5 mil auditores. O ministro Manoel Dias admitiu uma necessidade de aproximadamente mil a 1.200 servidores. O ministério realizou concurso para a carreira pela última vez no ano passado. A seleção foi para 100 vagas e atraiu 48 mil candidatos (480,35 por vaga), que tiveram que passar por duas provas objetivas (220 questões) e discursivas (seis questões dissertativas, uma redação e elaboração de parecer técnico), além de sindicância da vida pregressa. O organizador foi o Cespe/UnB. As questões das provas versaram sobre Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Direitos Humanos, Administração Geral e Pública, Noções de Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Auditoria, Economia do Trabalho, Direito do Trabalho, Seguridade Social, Legislação Previdenciária, Segurança e Saúde no Trabalho, Legislação do Trabalho e Contabilidade Geral.

Analista – O MTE também aguarda autorização de concurso para até 100 vagas de analista de políticas sociais (nível superior e iniciais de R$5.717,88, chegando a R$6.330,28 a partir do próximo ano, de acordo com a Coordenadoria de Recursos Humanos do órgão). No último concurso para o cargo, em 2012, foi exigida formação superior em qualquer área.

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