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  • Publicado em 15/10/2012 10h54
A proximidade do dia do professor nos leva sempre à reflexão sobre a escolha da docência como profissão.

Seguindo o senso comum, os historiadores da educação ou as manchetes de jornal, os professores já deveriam estar extintos. Porém, contrariando as leis da seleção natural, isso não acontece.

Mesmo com as adversidades do meio ambiente, mais e mais professores se formam, buscam especializações, brigam pela qualidade de ensino, se preocupam com o futuro de seus alunos, se aperfeiçoam, se profissionalizam e como vítimas de um feitiço, não conseguem ficar longe das salas de aula.

Talvez estes seres diversos, peculiares e únicos não sejam vítimas de um feitiço, uma explicação muito pouco científica para o fenômeno, mas especula-se a existência de um vírus, ainda não isolado e desencadeador de sintomas muito conhecidos: obstinação, idealismo, generosidade, criatividade e poderes quase mágicos que transformam a informação em formação e o conhecimento em consciência crítica.

O que já é altamente conhecido sobre o vírus da docência é que a doce epidemia se espalha pelas vias da emoção. Não há forma conhecida de imunização, e a exposição é altamente recomendada, pois os acometidos por esta doença divina sabem do enorme bem estar proporcionado por seus efeitos primários e secundários, que não devem ser, de forma alguma, combatidos.

Por mais que se questione um profissional infectado, em meio a alguma crise, não é na razão que ele encontra as respostas para todas as suas inquietações e sintomas muitas vezes incômodos e alarmantes. É na paixão pelo saber, é na satisfação de partilhar seus conhecimentos, na troca de experiências e no aluno que o reconhece anos depois e relembra uma fala que nem ele mesmo se recorda, mas que marcou uma vida, que norteou e fez a diferença.

No dia 15 de outubro uma nova advertência do Ministério da Saúde deveria ser lançada: Se os sintomas não desaparecem em três dias, não procure um médico. Saia pelo mundo e distribua a sabedoria inoculada e sem vacina, contaminando o maior número de pessoas possíveis para que os ideais humanos se concretizem.
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