Central de Concursos
  • Por: Yuri Salso - Publicado em 23/10/2015 16h09
O fim do abono de permanência é uma das medidas propostas pelo governo federal para aliviar os cofres públicos em 2016. Espécie de reembolso da União ao servidor federal em idade de aposentadoria por seu gasto com a contribuição previdenciária, o abono é o principal atrativo para o servidor permanecer na ativa. É como se ele recebesse um aumento (11% do salário total) para não se aposentar. Sua extinção pode levar à aposentadoria um grande contingente de servidores públicos, gerando economia de R$ 1,2 bilhão no próximo ano. É esse o montante que deixaria de ser pago a 101 mil servidores que atendem às condições de aposentadoria, mas optam por ficar no trabalho.
 
O aumento no número de aposentadorias significaria uma necessidade ainda maior de contratação de novos funcionários, abrindo, assim, espaço para novos concursos públicos (Clique aqui e confira a matéria completa publicada no portal Folha de S. Paulo).
 
Além disso, o fim do abono de permanência agravaria a atual crise de arrecadação pela qual a Receita Federal (RF) vem passando. A greve dos auditores fiscais fez a arrecadação com multas da RF despencar em relação ao mesmo período do ano passado. O número de fiscalizações caiu 70% desde o início do movimento: passou de 1.983 em setembro de 2014 para 521 em setembro deste ano. Essa situação acaba evidenciando ainda mais a necessidade da Receita Federal contratar novos servidores públicos.
 
 
 
 
 
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