Central de Concursos
  • Por: O Estado de S. Paulo - Publicado em 05/12/2014 00h00

A perda de fôlego da economia brasileira já está respingando no mercado de trabalho. No Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo de vagas formais criadas nos últimos 12 meses até outubro soma 473.796, o desempenho mais fraco desde o pico da crise de 2009.

 

Um indicador elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP) e o site de classificados Catho, com base em dados do Ministério do Trabalho, mostra que o salário médio de admissão, na mesma base de comparação, ficou, descontada a inflação, estagnado. Isso mesmo: ganho real zero.

 

Em meio a tantos dados negativos, chama a atenção o desempenho da administração pública. Tirando a alta dos preços (medida pelo IPCA), quem ingressou no setor público experimentou um aumento de salário de 11,2% nos últimos 12 meses até outubro. E, mesmo sem considerar a variação e somente o valor dos salários iniciais, ninguém se deu melhor no Brasil que o servidor público em 2014, nem a indústria, nem o comércio ou a construção civil. É um salário de contratação de R$ 1.808, 52,5% a mais que a média dos setores produtivos (R$ 1.185).

 

O salário de admissão do setor público não se abalou com o desaquecimento do mercado de trabalho.

 

Segundo uma estimativa da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Amparo aos Concursos Públicos), mais de 12 milhões de brasileiros disputam anualmente cargos nas esferas municipal, estadual e federal.

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