• Publicado em 02/03/2016 10h31
As matrículas em cursos preparatórios para concursos públicos já cresceram em média 30% neste início de ano. Reflexo da crise, a alternativa tem atraído bastante gente e, muitas vezes, menos por gosto do que por necessidade, segundo reportagem da Rádio Bandeirantes.
 
É o caso da arquiteta formada pela USP (Universidade de São Paulo) Celina Kurihara, 32 anos, que quer ser auditora da Receita Federal.  Atraída pela estabilidade e pelo salário que pode chegar a R$ 15 mil, ela começou a estudar há três anos. “Como a minha prioridade é a área fiscal, prefiro estudar as matérias que vão cair mais nessa área”.
 
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Perfis como o dela são cada vez mais comuns nos cursos preparatórios, segundo o diretor de marketing da Central de Concursos, Jaime Kwei. Ele ressalta ainda o crescimento surpreendente de alunos com formação em engenharia. “Com o mercado aquecido, o concurso não é atrativo para aqueles com formação em engenharia. Já com toda essa recessão, desemprego e queda nas construções, esse público acabou voltando a procurar o concurso público, exatamente pela estabilidade e pelos bons salários”, afirmou.
 
Os concursos públicos exigem uma preparação de médio e longo prazos, mas vale a pena se inscrever nos próximos como treino. Segundo a consultora Lia Salgado, a principal dica para quem vai tentar a sorte é investir em apenas uma área. Com mais matérias para estudar, candidatos que atiram para todos os lados não costumam alcançar o mesmo resultado que os que concentram a preparação.
 
“Não dá para fazer um concurso da área administrativa e depois outro muito específico porque as matérias são novas. Mas se a pessoa escolhe, por exemplo, estudar para a área fiscal e é reprovada em uma prova, o que ela estudou serve para a seguinte”, orienta.
 

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