Central de Concursos
  • Por: Yuri Salso - Publicado em 15/09/2015 14h32
Caro aluno,
 
Gostaríamos de conversar com você a respeito das novas medidas do pacote de ajuste fiscal. O governo federal anunciou ontem a suspensão dos concursos públicos em 2016.
 
O cenário é esse, a crise está aí e o país caminha para enfrentar um período de recessão, mas existem alguns pontos que precisam ser levados em consideração, indicando que os efeitos colaterais dessa notícia são mais psicológicos do que efetivos.
 
Em primeiro lugar, devemos ressaltar que ainda não é nada definitivo. A suspensão dos concursos precisa ser votada no Congresso.
 
Além disso, esta não é a primeira vez que o governo anuncia a suspensão dos concursos. No início do primeiro governo Dilma, em fevereiro de 2011, os ministros Miriam Belchior e Guido Mantega, em nome de um ajuste fiscal, também tomaram a medida de suspender a realização de concursos; no entanto, nos meses seguintes, as nomeações foram ocorrendo, assim como novos concursos foram autorizados e realizados mais adiante. Saldo no final daquele ano: liberação de 24.745 vagas apenas no Poder Executivo.
 
Outro ponto que deve ser considerado é que o corte não atinge os estados e municípios, os quais são independentes. Assim, empresas estatais, como Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal terão seus concursos realizados normalmente.
 
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Gestão Pública (Segep) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), os concursos públicos que já foram autorizados, como por exemplo os do INSS, IBGE e agências reguladoras serão mantidos, com seus editais de abertura publicados até o final deste ano, pois esses concursos estão previstos no orçamento de 2015.
 
Os concursos são exigência legal, garantidos pela constituição no art. 37, e todo ano há falecimentos, milhares de aposentadorias e servidores afastados por invalidez, o que demanda contratações, as quais por sua vez só podem ser realizadas através de concursos públicos.  Um exemplo é a carência de funcionários nos postos do INSS que estão praticamente abandonados, necessitando urgentemente de funcionários.
 
Outro ponto importante e que sempre foi levado em conta é que o governo federal precisa aumentar a arrecadação e, para isso, não pode abrir mão dos servidores da Receita Federal, que é responsável por 98% da arrecadação do país. Há ainda o cenário do quadro de servidores do Banco Central que terá mais de 50% de seus funcionários aposentados nos próximos anos.
 
Por último, é importante mencionar que a suspensão está prevista para durar até agosto de 2016, quando será votado o novo orçamento, ou seja, cerca de 10 meses do período atual; o que é pequeno prazo para quem estuda para concursos.
 
Assim, o concurseiro pode encarar o atual momento de duas maneiras: ver o copo meio vazio e ficar desanimado, perdendo o foco nos estudos e desistindo de um projeto estável de vida, ou ver o copo meio cheio e aproveitar o momento para se preparar ainda mais e se manter firme em busca do objetivo da carreira pública.
 
Você estaria preparado se a prova fosse hoje? Aproveite essa oportunidade e prepare-se para ser aprovado nas melhores colocações. A escolha é sua!
 
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