Central de Concursos
  • Por: Redação - Publicado em 09/03/2021 10h26 - Atualizado em 09/03/2021 11h55
Gabriel Henrique Pinto, professor e diretor da Central de Concursos, dá dicas de preparação para os concursos fiscais

Se o seu sonho é ingressar na Receita Federal ou em um outro órgão de fiscalização, o segredo para o sucesso nos concursos fiscais é estudar com muita antecedência e não esperar pela divulgação do edital. Quem garante é o coach e professor Gabriel Henrique Pinto, que há mais de 20 anos trabalha na preparação de candidatos para concursos públicos. 

Embora possa parecer clichê, estudar com muita antecedência para concursos da área Fiscal se torna ainda mais indispensável do que para outras áreas do setor público, sobretudo, pelo grande número de disciplinas que cai nas provas, conforme lembra Gabriel Henrique, que é diretor do curso Central dos Concursos

“O desafio na preparação para concursos da área Fiscal é o volume de informações a serem estudadas, que é muito mais amplo do que o que se observa em uma prova para um tribunal ou polícia. É importante, portanto, adotar técnicas que possibilitem a continuada revisão de todo o conteúdo aprendido, o maior número de vezes possível. Costumo dizer que é aprovado o candidato que se preocupa não em lembrar um assunto, mas em não se permitir esquecer nada”, disse.

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Nesta entrevista, que pode ser consultada a seguir, Gabriel Henrique Pinto orienta a preparação daqueles que sonham em trabalhar na área Fiscal, ensina como elaborar um plano de estudos eficiente e aponta falhas que não podem ser cometidas durante a preparação. Confira:

Central de Concursos - A Receita Federal não abre concurso para analista-tributário e auditor-fiscal desde 2013 e 2014, respectivamente. No entanto, frente à necessidade de o país aumentar a sua arrecadação, já há informações de bastidores de que a autorização para uma nova seleção poderá sair este ano. Na sua visão, os interessados devem iniciar a preparação imediatamente? 
Gabriel Henrique - Sim. Sem dúvidas. Os concursos da área tributária, principalmente em razão das altas remunerações oferecidas, são muito concorridos. O segredo para ficar nas primeiras posições é bastante lógico: estudar mais e por mais tempo que a concorrência. Como a grande maioria dos candidatos espera notícias concretas da publicação do edital do concurso para iniciar sua preparação, quem começa antes larga na frente.

Considera que um ano é o tempo mínimo de preparação para se conseguir aprovação em concursos da área Fiscal?
O conteúdo exigido nessas provas é muito amplo. Em geral, para assistir às aulas necessárias seria necessário aproximadamente um ano, então sim, um ano seria o mínimo.

Estudar para concursos da área Fiscal, como o da Receita Federal, por exemplo, exige dos candidatos uma preparação diferenciada em relação a outras seleções como, por exemplo, técnico judiciário de tribunais, escriturário de bancos, carreiras administrativas e etc? Deve-se adotar estratégias de estudos mais específicas e diferenciadas? Quais, por exemplo?
O desafio na preparação para concursos da área Fiscal é o volume de informações a serem estudadas, que é muito mais amplo do que o que se observa em uma prova para um tribunal ou polícia. É importante, portanto, adotar técnicas que possibilitem a continuada revisão de todo o conteúdo aprendido, o maior número de vezes possível. Costumo dizer que é aprovado o candidato que se preocupa não em lembrar um assunto, mas em não se permitir esquecer nada. Simulados são formas interessantes de se testar revisando os assuntos estudados, por exemplo.

Quais falhas os interessados em participar de concursos para a área Fiscal não podem cometer? 
Podemos enumerar algumas:

1. Não adotar uma técnica de estudos moderna - Aquele hábito de simplesmente passar o caderno a limpo ou grifar as palavras-chave era suficiente para a prova do colégio, mas é muito ineficiente para uma prova de concursos.

2. Não ler (e entender) o edital da prova anterior - Cada prova tem suas peculiaridades. Em alguns casos, por exemplo, há matérias que exigem um conteúdo muito extenso, mas só aparecem em uma ou duas questões na prova, e, portanto, poderiam ser quase ignoradas nos estudos. Isso só se descobre com uma leitura atenta do edital e fazendo provas anteriores.

3. Só estudar respondendo questões - É verdade que responder questões de concursos diariamente e em grande volume é imprescindível, mas não pode ser a única técnica de estudos. Imagine que se, por exemplo, um tema que foi dado em aula não apareceu nas questões que respondeu nos dias seguintes, o candidato vai o esquecer completamente, exceto se revisar seu material.

4. Não se inscrever para outros concursos da mesma área - A experiência real de provas é importantíssima para garantir um bom desempenho no dia do concurso foco. Quer dizer, se quiser ser auditor da Receita Federal é importante que o candidato preste outras provas durante sua preparação, como a de fiscal de algum estado ou prefeitura, por exemplo. Isso diminui muito a tensão e a ansiedade para a prova. E ainda há a chance de ser aprovado em outro concurso, meio que "sem querer", o que é muito comum devido à ausência de pressão nos dias dessas provas.

5. Estudar apenas as matérias que gosta, ou que tem facilidade ou que tem um professor mais engraçado ou interessante. Esses não são critérios para privilegiar uma matéria em detrimento de outra, simples assim.

Você considera possível alguém ser aprovado em um concurso da área Fiscal sem fazer um curso preparatório, ainda mais se esse candidato não tem experiência em estudar e fazer provas? 
Não é impossível. Gosto de pensar no curso preparatório como um encurtamento do caminho. Ocorre que o candidato terá que estudar muitos anos por conta própria para entender tudo o que aprenderia em poucos meses no curso preparatório. Seria o equivalente a passar no vestibular concorrido de uma faculdade de Medicina, sem ter cursado o nível médio. Por que normalmente o candidato nunca teve contato com as matérias que são exigidas nas provas. Mesmo que tenha uma especialidade que caia na avaliação, haverá outra que nunca estudou. No meu caso, por exemplo, apesar de ser professor de Direito Constitucional, precisaria estudar Contabilidade, Estatística, Economia, etc, matérias com as quais nunca tive contato. 

Como elaborar um plano de estudo eficiente para estudar em casa, de forma complementar ao curso preparatório? O que os candidatos precisam levar em conta ao se elaborar esse plano?
Um plano de estudos eficiente é aquele que organiza suas revisões de forma que o tempo todo se revise tudo, desde o início, muitas vezes. Normalmente, os candidatos acabam focando apenas na matéria que estão aprendendo em aula no momento, e acabam esquecendo todo o conteúdo que aprenderam, por exemplo, na primeira matéria do curso. Portanto, o ideal é revisar tudo, desde o início, o maior número de vezes possível. Você pode começar a pular algum assunto somente quando sua resposta se tornar tão automática quanto 2+2.

Nem todos os candidatos conseguem se dedicar exclusivamente aos estudos. Muitos precisam conciliar a preparação com o trabalho e afazeres domésticos. Apesar disso tudo, é possível obter a aprovação?
Sim! A maior parte dos aprovados em concursos públicos estudou e trabalhou ao mesmo tempo. O estudo para concursos não é somente volume, mas constância. É um "trabalho de formiguinha". Aqueles que separam, mesmo que apenas duas horas por dia, mas estudam todo os dias religiosamente, costumam ser aprovados.

Quais aspectos o candidato, sobretudo aquele que quer ser aprovado em um concurso para a área fiscal, deve levar em conta na hora de escolher um material de estudo? Como as provas da área de fiscalização costumam ter um nível maior de dificuldade do que de outros segmentos, vale a pena comprar obras de grandes tributaristas, contadores e especialistas em Direito Previdenciário, por exemplo?
Não! De forma alguma. Recomenda-se sempre o uso de apostilas especializadas em concursos, e de editoras confiáveis. Isso porque a banca examinadora leva em consideração diversos autores, e a apostila especializada sintetiza tudo em um só lugar. 

Os concursos da Receita Federal há muitos anos vinham sendo realizados pela Esaf. No entanto, a Esaf não organiza mais concursos e inevitavelmente será escolhida uma nova instituição para aplicar as provas. Qual o impacto disso para os candidatos? Acha que o perfil de prova será bastante alterado, independentemente da organizadora que for escolhida?
Há impacto sim. Cada banca organizadora tem um formato de prova e uma forma diferente de exigir o mesmo conteúdo. De qualquer forma, o conteúdo não deve sofrer grandes alterações, mas é importante que os candidatos se atentem para a banca organizadora escolhida e, uma vez que isso esteja certo, façam o máximo de provas anteriores desta banca.

Você acredita que dificilmente a próxima organizadora da Receita vai fugir do trio Cebraspe, FGV e Fundação Carlos Chagas? Tem alguma aposta?
Acredito que este seja o caminho. Se pudesse, apostaria na FGV. Acredito que a Cebraspe também tem chances, mas significaria uma mudança muito grande no formato de prova.

A Esaf trabalhava como pesos diferenciados para determinadas disciplinas. Acredita que isso poderá ser alterado? E quanto aos conteúdos programáticos?
Sim. A estrutura da prova certamente mudará. No entanto, como o conteúdo é o mesmo, os candidatos não devem se preocupar demais com isso. Até porque não há nada a fazer enquanto não houver definição. 

Além de uma boa metodologia de estudo, força de vontade e disciplina, quais outros fatores você considera indispensáveis para que um candidato obtenha uma aprovação em concurso para a área fiscal? 
Controle da ansiedade. Qualquer prova de concurso pode ser arruinada por uma crise de nervosismo. A recomendação é: estude muito, mas não abandone sua família e amigos, tenha vida fora do concurso. Isso vai diminuir muito o peso em suas costas no dia da prova.

Concurso Receita Federal: abertura de nova seleção é inevitável

Dada a grande carência de pessoal e a necessidade de o país aumentar a sua arrecadação, sobretudo em um cenário de crise e onde as despesas fixas do governo crescem a cada ano, a abertura de um novo concurso Receita Federal, em especial para as carreiras de analista-tributário e auditor-fiscal, torna-se praticamente inevitável.
 
Sem realizar concurso para analista desde 2013 e auditor desde 2014, a Receita Federal vem tendo o seu quadro de pessoal reduzido drasticamente, prejudicando o trabalho de fiscalização. Somente na área Fiscal, são mais de 22,7 mil cargos vagos.

Em função desse cenário, os interessados em ingressar na Receita Federal precisam iniciar os estudos o quanto antes. Afinal, os concursos para analista-tributário e auditor-fiscal estão entre os mais difíceis do país e, por isso, requerem que os interessados se preparem com muita antecedência.
 
No ano passado, a Receita Federal encaminhou um pedido de concurso ao Ministério da Economia para 3.360 vagas em vários cargos, sendo 2.050 para a área Fiscal (1.500 vagas de analista-tributário e 550 de auditor-fiscal) e 1.310 para a área Administrativa (diversos cargos dos níveis médio e superior). 

No final do mês passado, o pedido de concurso teve movimentações internas dentro do Ministério da Economia, o que fez aumentar o otimismo, entre os concurseiros, de que a seleção poderá ser autorizada muito em breve. 

As carreiras de analista-tributário e auditor-fiscal exigem o nível superior em qualquer área. As remunerações são de R$12.142,39 e R$21.487,09, respectivamente, já incluindo R$458 de auxílio-alimentação. 

Curso preparatório para o concurso Receita Federal

Os concursos Receita Federal são os mais desejados entre os concurseiros devido à estabilidade, altas remunerações e benefícios. E para que você seja aprovado, o melhor caminho é a preparação com antecedência.

Com tradição de mais 30 anos em aprovação, a Central de Concursos oferece curso preparatório para você garantir uma das vagas na área fiscal da Receita Federal.


Resumo do Concurso Receita Federal

Órgão: RFB - Receita Federal do Brasil
Vagas: 3.360
Cargos: Técnico, Assistente, Analista, Auditor
Áreas de Atuação: Judiciária / Jurídica, Fiscal, Tributária
Escolaridade: Ensino Médio, Ensino Superior
Faixa de salário: De R$ 4.137,00 Até R$ 21.487,09
Estados com Vagas: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO
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