Central de Concursos
  • Por: Redação - Publicado em 20/04/2021 17h55 - Atualizado em 20/04/2021 19h06
Edital de novo concurso Polícia Civil SP para preenchimento de 2.939 vagas deve ser publicado em breve

O concurso Polícia Civil SP (PC SP), cujo edital sairá em breve, terá oferta de 2.939 vagas em diversos cargos de nível superior, mas o número de contratações durante o prazo de validade da seleção (que deverá ser de dois anos, podendo dobrar) poderá superar em muito esse quantitativo. Isso porque a corporação vem perdendo, em média, 2 mil servidores por ano.

Segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), a corporação possui, atualmente, 14.232 cargos vagos, sendo as maiores carências nas carreiras de investigador (3.392), escrivão (3.334) e delegado (828). Só elas três representam 53% do atual déficit de Polícia Civil-SP.

Somente nos últimos três anos, a Polícia Civil-SP perdeu mais de 6 mil policiais, por aposentadorias, exonerações, mortes e nomeações sem efeito, segundo dados do Sindpesp. Em 2018, houve baixa de 2.380 servidores; em 2019, 1.951; já em 2020, 1747. Veja mais detalhes no quadro abaixo:

 

2018

2019

2020

Aposentadorias

1.928

1.483

1.144

Exonerações

383

165

122

Servidores falecidos

69

93

106

Nomeações sem efeito

-

210

368

 

2.380

1.951

1.740

Fonte: Sindpesp

Tomando como base o período de 2018 a 2020, a estatística mostra que, em média, surgem por ano 2.023 vacâncias na estrutura da Polícia Civil-SP, sendo mais de 1.500 somente por meio de aposentadorias. A carência tende a aumentar ainda mais. Segundo a presidente do Sindpesp, Raquel Kabashi Gallinati, um grande número de servidores poderá se aposentar a curto prazo.

“Até pela falta de novos concursos, a Polícia Civil de São Paulo está com muitos policiais na ativa recebendo abono permanência, que é pago aos que já reúnem os requisitos de aposentadoria. Além de ter muitos já próximos da aposentadoria, muitos também já podem pedir o direito a qualquer momento”, disse a presidente do Sindpesp.

Concursos PC SP: cargos exigem nível superior e salários de até R$10 mil

O concurso Polícia Civil SP foi autorizado em 2019 pelo governador João Dória, mas a abertura só não aconteceu ainda em virtude da pandemia do novo coronavírus. A corporação recebeu sinal verde para abrir 2.939 vagas, sendo 900 para investigador, 1.600 para escrivão, 189 para médico legista e 250 para delegado.

As carreiras de investigador e escrivão exigem nível superior em qualquer área. O cargo de médico legista requer graduação em Medicina, já o de delegado, formação em Direito e dois anos de experiência na área forense. Para as três primeiras funções, há ainda a necessidade de carteira de nacional de habilitação (CNH) a partir da categoria B.

Para as carreiras de investigador e escrivão, o inicial é de R$ 4.435,62, incluindo o salário básico de R$ 3.743,98 e o adicional de insalubridade de R$ 691,64. No caso de médico legista, o inicial é de R$ 8.977,30, considerando o salário de R$ 8.285,66 e o adicional. Por fim, para a carreira de delegado de polícia, o inicial é de R$ 10.579,71, considerando o inicial de R$ 9.888,07 e os R$ 691,64 do adicional.

As contratações na Polícia Civil SP ocorrem pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego.

Vunesp deverá organizar o concurso PC SP

Os preparativos do concurso Polícia Civil SP já tinham sido iniciados e o processo para escolha da organizadora já estava em andamento. No entanto, em função da pandemia e do Decreto nº 65.453, que suspende novas contratações no Estado e concursos públicos até 31 de dezembro de 2021, a corporação reduziu o ritmo. 

Apesar disso, segundo fontes da Polícia Civil-SP, a Vunesp deverá ser anunciada em breve como organizadora do concurso. A orientação dos professores é para que os futuros candidatos mantenham o ritmo de estudos, pois a concorrência promete ser grande.
 
Embora o Decreto nº 65.453 tenha validade até 31 de dezembro de 2021, há a possibilidade de ele ser revogado antes de prazo, dependendo das condições sanitárias no Estado de São Paulo. Outra possibilidade é de o governador João Dória abrir uma exceção para a Polícia Civil-SP, assim como aconteceu com a Polícia Militar-SP, que mantém em andamento seu concurso para soldado.

Para isso, será preciso despacho conjunto dos secretários de Governo, de Fazenda e Planejamento e de Projetos, Orçamento e Gestão, à vista de pedido fundamentado do respectivo órgão ou entidade. 

Entrevista exclusiva: Presidente do Sindpesp diz que ‘situação é alarmante’

Uma situação alarmante. Esse é o retrato do quadro de pessoal da Polícia Civil-SP, na visão da presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), Raquel Kobashi Gallinati.
 
Em função do déficit de mais de 14 mil policiais, a sindicalista cobra a realização urgente do concurso para 2.939 vagas - já autorizado pelo governador João Doria -, além da convocação de aprovados de seleções realizadas anteriormente pela corporação.

Raquel Lombardi destaca que, atualmente, a Polícia Civil-SP trabalha com um terço a menos do efetivo considerado ideal. “Existem 41.912 cargos na Polícia Civil paulista, mas somente 27.680 estão efetivamente ocupados. Faltam 14.232 policiais, com o agravante de que a população cresce ano a ano e os criminosos têm cada vez mais poder de fogo”, destacou.

A falta de pessoal, segundo a presidente do Sindpesp, vem sobrecarregando os atuais servidores da ativa e impossibilitando que a Polícia Civil-SP possa prestar um serviço de excelência, sobretudo no atendimento ao público.

“É uma situação crítica, porque policiais acabam fazendo o trabalho de até quatro pessoas e isso, obviamente, reflete muito na eficácia da investigação e na qualidade do serviço prestado à população, que acaba sendo atendida por um profissional sobrecarregado e com alto nível de estresse”, disse Raquel Lombardi.

Além de falar sobre a falta de pessoal e da necessidade de o concurso para a Polícia Civil-SP ser realizado com urgência, a presidente do Sindpesp relembra sua fase ‘concurseira’, explica como foi sua preparação para conquistar uma vaga de delegado e deixa uma mensagem para aqueles que vão participar do concurso da corporação. Veja a seguir:

Central de Concursos - Quais são hoje as principais reivindicações do Sindpesp? O secretário de Segurança, General João Camilo Pires de Campos, e o governador João Dória têm se mostrado sensíveis a essas reivindicações?
Raquel Kobashi Gallinati - O governador definitivamente não é sensível aos problemas e utiliza a Polícia como ferramenta de marketing, não para a segurança da população. A estrutura da Polícia Judiciária de São Paulo sofre há pelo menos 20 anos com o desmonte da estrutura promovido pelos governos, situação que se agravou agora com o governador João Doria. As principais reivindicações do Sindpesp estão relacionadas a essa realidade e são as mesmas das demais categorias da Polícia Civil. Nós precisamos que o governo contrate novos policiais para preencher os cargos vagos. Atualmente faltam 14 mil policiais civis no estado de São Paulo, isso representa um terço do efetivo total, então é preciso realizar concurso e nomear os aprovados. Durante sua campanha, o governador prometeu que a Polícia Civil de São Paulo teria os melhores salários do país, mas na realidade a situação é oposta. Em 2021, o delegado de polícia paulista recebe o pior salário entre todos os estados da federação. Outra reivindicação é por estrutura adequada. Temos delegacias deterioradas, faltam equipamentos como coletes balísticos e armas para enfrentar o poder de fogo da criminalidade. Basicamente, o que o Sindpesp reivindica são as condições adequadas para podermos exercer nossa vocação, de defender a população do Estado de São Paulo.

Qual a atual situação do quadro pessoal da Polícia Civil-SP? Por lei a corporação pode ter quantos servidores? Quantos estão hoje na ativa?
A situação é alarmante, por isso a necessidade urgente de novos concursos e nomeações dos aprovados. Existem 41.912 cargos na Polícia Civil paulista, mas somente 27.680 estão efetivamente ocupados. Faltam 14.232 policiais, com o agravante de que a população cresce ano a ano e os criminosos têm cada vez mais poder de fogo.

Em quais carreiras a carência de pessoal é maior? Possui números de cada carreira?
Faltam policiais em todas as carreiras, então vou destacar aqui as três com maior número de cargos e, consequentemente, maior déficit. Entre os delegados, dos 3.463 cargos, 828 estão vagos. Escrivães são 8.912 cargos, mas faltam 3.334. Entre os investigadores, dos 11.957 cargos, 3.392 estão vagos. O Sindpesp produz mensalmente o Defasômetro, que mostra o déficit de policiais no estado de São Paulo. Ele pode ser consultado em www.sindpesp.org.br onde também está divulgado o ranking salarial das polícias civis de todo o Brasil.

A maior carência está na capital?
Hoje, a situação é generalizada em todo o Estado. Dados da própria Secretaria de Segurança Pública, que precisam ser solicitados por meio do Serviço Estadual de Informações ao Cidadão, mostram que faltam policiais em todo o território paulista.

Há muito servidores com idade para se aposentar a curto e médio prazos?
Até pela falta de novos concursos, a Polícia Civil de São Paulo está com muitos policiais na ativa recebendo abono permanência, que é pago aos que já reúnem os requisitos de aposentadoria. Além de ter muitos já próximos da aposentadoria, muitos também já podem pedir o direito a qualquer momento.

Sabe informar o número de servidores vacâncias que surgiram ao longo dos últimos três anos (2018, 2019 e 2020)?
Nesse período, mais de 6 mil policiais deixaram a Polícia Civil, seja por pedido de exoneração, aposentadoria ou morte. É um número muito elevado e o mais grave é que esses cargos vagos não são ocupados por novos policiais com agilidade, porque o governo é lento no processo de nomeação e formação. Os dados mensais de baixas e nomeações separados por cargos também estão disponíveis no Defasômetro, no site do Sindpesp.

A questão salarial também tem contribuído para o aumento das vacâncias?
O fato de São Paulo pagar os salários mais baixos do Brasil interfere na decisão dos candidatos dos concursos, em todos os aspectos. Sabemos que quem se prepara para o concurso faz as provas de mais de um estado, logo muitos aprovados em São Paulo abrem mão da vaga ao serem aprovados em outros lugares com remuneração melhor. Muitos sequer atendem ao chamado de nomeação. Outros saem no meio da formação na Acadepol ao saberem que foram aprovados em outros estados. Com isso, São Paulo acaba perdendo pessoas realmente vocacionadas para o trabalho policial e que teriam muito a contribuir com a segurança pública paulista.

Como a falta de pessoal vem atrapalhando o trabalho investigativo e a prestação de serviços à população do estado?
É uma situação crítica, porque policiais acabam fazendo o trabalho de até quatro pessoas e isso, obviamente, reflete muito na eficácia da investigação e na qualidade do serviço prestado à população, que acaba sendo atendida por um profissional sobrecarregado e com alto nível de estresse. Quem vai até uma delegacia está precisando de auxílio em uma questão de segurança. Quando o atendimento dela demora ou não é feito dentro de parâmetros de qualidade, o cidadão acaba colocando a responsabilidade justamente naquele policial que fez o atendimento, sem considerar que ele também é vítima, porque está trabalhando com uma enorme sobrecarga.

Qual a importância de o concurso para 2.939 vagas, já autorizado pelo governador, saia o quanto antes do papel?
É fundamental que o governo preencha logo essas vagas, para pelo menos reduzir o déficit atual, que praticamente inviabiliza a atividade da Polícia Judiciária com o padrão de qualidade que poderíamos oferecer em outras condições de trabalho. Hoje, a Polícia Civil de São Paulo se sustenta na enorme dedicação dos policiais, que mesmo com todos os problemas conseguem realizar um serviço de excelência em muitas áreas da atividade policial. Outras, como o caso do atendimento ao público, infelizmente são muito impactadas pela falta de estrutura física e de recursos humanos.

Até o decreto do governador Dória suspendendo os concursos até o final do ano, a senhora sabe se os preparativos para a divulgação do edital estavam acelerados? Sabe se já havia algo acertado para a Vunesp ser a organizadora do concurso da Polícia Civil-SP?
O governo trata desses assuntos a portas fechadas e não temos informações, o que é um fato a se lamentar, porque certamente as entidades que representam os policiais teriam muito a colaborar na organização da Polícia Civil.

A senhora tem mantido contatos com o delegado geral da Polícia Civil-SP, Ruy Ferraz Fontes, e com secretário de Segurança, General João Camilo Pires de Campos, para tratar do concurso? Caso positivo, qual tem sido o posicionamento deles em torno do concurso? Eles aguardam apenas a revogação de decreto para poder divulgar os editais?

O Sindpesp mantém relação institucional com a cúpula da Polícia Civil e da Segurança Pública. Por meio de ofícios e relatórios, informamos sobre as necessidades da instituição e dos policiais e cobramos a abertura de concursos e nomeações de aprovados. Porém, essas informações sobre concursos ficam restritas ao governo, que não as compartilha com o Sindpesp.

A senhora acredita que, devido à grande necessidade de pessoal, o governo do estado possa abrir uma exceção e permitir que a Polícia Civil-SP divulgue os editais ainda este ano, sobretudo se as condições sanitárias estiverem em melhores condições no segundo semestre?
Não acredito nessa possibilidade. O governador usa a Segurança Pública como marketing, mas não atua para resolver os problemas da Polícia Civil. Hoje, o governador Doria faz o contrário. Ele justifica indevidamente a falta de nomeações e reposições salariais jogando a responsabilidade nas legislações emergenciais da crise da Covid-19.

A senhora já teve a sua fase concurseira e, em 2012, conseguiu ser aprovada no concurso para delegado da Polícia Civil-SP. Como foi a sua preparação à época? Teve abdicou de muitas coisas para estudar?
Eu estudei durante cinco anos para o concurso específico de delegado de Polícia. Durante todo esse período, eu passei por pequenas derrotas, que foram as reprovações nos concursos para delegado de Polícia em vários estados, dentre eles os concursos de 2006 e 2008 no estado de São Paulo. Mas a persistência foi recompensada com o sucesso. Além de São Paulo, também consegui a aprovação no concurso da Polícia Civil de Minas Gerais. Eu encarava o estudo como uma rotina de trabalho. Optei por descansar aos sábados, domingos e feriados, quando eu desfrutava das minhas horas de lazer. Essa foi a forma que eu encontrei para seguir uma rotina de estudos e conquistar o meu sonho. Fiz cursos preparatórios, formei os meus cadernos e optei por estudar fora de casa em cabines de estudos de cursos preparatórios, até o momento em que fui aprovada. Para que o caminho seja encurtado, eu considero essencial que o candidato tenha método e direcionamento para os estudos. Muitas vezes, o concurseiro estuda matérias que não são aquelas que são exigidas no concurso que ele deseja ser aprovado ou, mesmo que sejam, talvez não sejam cobradas naquela fase específica. Então, é essencial que tenhamos um direcionamento, um método para que esse caminho seja percorrido de forma mais eficaz e rápida para se chegar ao objetivo, que é a aprovação no concurso público.

Valeu a pena todos os esforços? Ingressar na Polícia Civil-SP mudou sua vida para melhor?
Antes de me tornar delegada de Polícia, nunca tinha trabalhado na área Policial. Fui advogada durante 11 anos, mas eu sabia de antemão que era a carreira que fazia os meus olhos brilharem e que eu sonhava em exercer. Durante o processo de preparação, os maiores desafios foram realmente aqueles desafios internos. Quando paramos e não conseguimos palpar resultados, afinal passamos por várias reprovações até a tão sonhada aprovação, nos questionamos se realmente estamos seguindo o caminho certo, se realmente devemos persistir neste sonho e se temos capacidade para atingir nosso objetivo. Posso dizer com certeza absoluta que o meu esforço está valendo muito a pena.

Qual mensagem a senhora pode deixar para aqueles que estão se sentido um pouco desestimulados em estudar para o concurso da corporação, sobretudo em virtude do decreto que suspende os concursos no estado de SP? Paralisar a preparação ou reduzir o ritmo é, na sua visão, um erro que eles não podem cometer?
A jornada até a aprovação é árdua e requer muita resiliência e muita força de vontade. Não dá para perder o foco por conta de obstáculos da pandemia. Busque o seu objetivo, o seu sonho e afinal, quem pode determinar o que seremos e o que exerceremos profissionalmente, somos nós mesmos. Afinal, nós somos os protagonistas de nossas próprias vidas!

Último concurso Polícia Civil SP foi realizado em 2018

O último concurso Polícia Civil SP teve a Fundação Vunesp como banca organizadora e contou com 2.750 vagas, sendo 1.100 para cargos de nível médio e 1.650 para carreiras de nível superior.

Para candidatos com ensino médio de escolaridade, as ofertas foram para as carreiras de agente de telecomunicações (300 vagas), agente de polícia (400), papiloscopista policial (200) e auxiliar de papiloscopista (200). Já para os postos que exigem nível superior as oportunidades foram divididas entre os cargos de investigador de polícia (600), escrivão de polícia (800) e delegado de polícia (250).

Os concursos PC-SP costumam contar com cinco fases, incluindo prova objetiva, prova escrita, comprovação de idoneidade e investigação social, prova oral e análise de títulos.

Confira as disciplinas que foram cobradas nas provas objetivas de cada cargo no último concurso, todas elas com 100 questões de múltipla escolha:

Escrivão
36 de Língua Portuguesa, 30 de Noções de Direito, 16 de Noções de Informática e 18 de Noções de Criminologia, Noções de Lógica e Atualidades.

Investigador
30 de Língua Portuguesa, 30 de Noções de Direito, 10 de Noções de Criminologia, 10 de Noções de Lógica, 10 de Noções de Informática e 10 de Atualidades.

Delegado
14 de Direito Penal, 14 de Direito Processual Penal, 14 de Legislação Especial, 14 de Direito Constitucional, 14 de Direitos Humanos, 14 de Direito Administrativo e 16 de Direito Civil, Medicina Legal e Noções de Informática.

Médico Legista (último concurso em 2013, também realizado pela Vunesp)
10 de Língua Portuguesa, 10 de Noções de Direito, 10 de Criminologia, 5 de Noções de Lógica, 5 de Noções de Informática e 60 de Conhecimentos Específicos.

Ficha Técnica concurso Polícia Civil SP 2021 

Órgão: Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC-SP)
Status: Concurso autorizado
Vagas: 2.939 
Cargos: Escrivão, Investigador, Delegado e Médico Legista
Escolaridade: Nível superior 
Remuneração: R$ 4.435,62  até R$ 10.579,71
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