Central de Concursos
  • Publicado em 11/02/2011 00h00
A notícia da possível suspensão de concursos públicos federais, na área do executivo, foi amplamente divulgada pela mídia, causando preocupação entre muitos candidatos. A Ministra do Planejamento enfatizou que as autorizações de concursos ou contratações serão estudadas caso a caso, analisando a necessidade emergencial de cada órgão.
O Ministro da Previdência, por exemplo, deu uma entrevista, esta semana, enfatizando que o concurso para técnico do INSS terá de ser realizado, pois estão sendo criadas mais 720 agências de atendimento. Este é apenas um exemplo para mostrar que a decisão do governo federal define uma diretriz de contenção de gastos, mas não significa a suspensão pura e simples de todos os concursos públicos.

Um especialista na área de concursos fez, por exemplo a seguinte análise que merece reflexão:

Primeiro ponto. Tem sido normal que em início de governo notícias como estas. Também há o mal costume de, quando se anuncia algum corte em gastos, colocar na lista os concursos públicos. Mas todos sabem que o governo não pode contratar sem concurso, já que todos os anos há aposentadorias, falecimentos e exonerações que precisam ser repostas. O país está registrando grande crescimento econômico e populacional etc, o que demanda mais servidores em várias áreas do serviço público. Ou seja, ainda que haja uma suspensão temporária, não há como impedir novas contratações. Há grande carência na área de segurança (Polícia Federal), na área tributária (Receita Federal), na área de apoio (INSS) etc.
Em 2008, aconteceu a mesma coisa. Mas o governo não teve como evitar novos concursos.Isso significa que para quem continuar estudando, será até melhor. Terão um pouco mais de tempo para reforçar sua base.

Segundo ponto. Essa suspensão anunciada (e mesmo assim serão estudadas as exceções) vai ocorrer apenas no Poder Executivo da União, não atingindo sequer o Legislativo nem o Judiciário Federais. Os Tribunais e o Congresso continuarão seus concursos. Os Estados da Federação e os Municípios, idem. Mais que isso: Banco do Brasil, Correios etc, como competem no mercado com bancos privados, continuará tendo que contratar. As estatais, todas elas, não poderão deixar de cumprir as decisões do TCU de substituir terceirizados por concursados. Só a Petrobras terá que substituir, nos próximos cinco anos, 170.000 terceirizados. Como? Com concursos!

Terceiro ponto. Vale apenas enfatizar: quando foi anunciada a medida, a ministra Miriam Belchior destacou que cada pedido de seleção e convocação será avaliado com cautela. “Serão analisados caso a caso. Novas contratações serão olhadas com lupa”, disse. Por isso, parece claro que áreas estratégicas como Polícia Federal (1.352 vagas), Polícia Rodoviária Federal (com seleção paralisada na Justiça ano passado e 750 vagas) e INSS (2.500) devem ser mantidas.

São reflexões para manter o ânimo de quem, dedicadamente, deseja conquistar seu emprego na carreira pública. Em síntese: o importante é continuar firme nos estudos. Quando começarem a ser convocados os concursos emergenciais, então quem tiver mantido a disciplina nos estudos vai se sentir recompensado.
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